Enquanto os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama continuam brigando pela indicação democrata, o Partido Republicano prepara sua máquina de ataques para a eleição. Em novembro, os republicanos pretendem usar contra Obama o rótulo de "elitista", o mesmo que derrubou John Kerry, em 2004, e Al Gore, em 2000.

Caso Obama seja o indicado, a idéia é mostrá-lo como um professor universitário esnobe, alienado em relação aos problemas da grande classe trabalhadora americana. Alguém que prefere um vinho a uma boa cerveja. Duvidar do patriotismo de Obama e de sua experiência em política externa também são armas incluídas no arsenal republicano.

Esse processo de "assassinato de caráter" será usado para desviar a atenção das questões prejudiciais aos republicanos: a guerra no Iraque e a recessão econômica. Em contrapartida, serão reforçadas as credenciais de herói de guerra e sujeito honesto de John McCain, candidato do partido.

Caso Hillary seja a indicada dos democratas, a ordem é desencavar todos os escândalos financeiros e sexuais dos tempos em que seu marido, Bill Clinton, ocupava a Casa Branca, inclusive requentar algumas velhas histórias. No processo de montar essa máquina de ataques, os republicanos contaram com a ajuda da própria Hillary, que abriu a temporada de ataques contra Obama.