O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, disse que não pode garantir que todas as atividades nucleares iranianas são pacíficas, a menos que Teerã colabore mais com a organização.

Amano também pediu que Teerã permita que seus inspetores tenham acesso imediato a um local onde a AIEA acredita que o governo iraniano tenha realizado experimentos ligados ao desenvolvimento de armas nucleares.

“Dar acesso à instalação de Parchin seria um passo positivo que ajudaria a demonstrar a prontidão do Irã em se comprometer com a agência a respeito do mérito de nossas preocupações”, disse ele, segundo um texto com suas declarações, que foram feitas numa reunião a portas fechadas.

O Irã vem negando à AIEA acesso aos locais, documentos e cientistas envolvidos no que a agência suspeita serem esforços para desenvolver armas nucleares. O Irã nega ter realizado qualquer trabalho ou ter interesse em armas nucleares.

A agência, que é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), tenta, há mais de um ano, visitar a instalação de Parchin, para averiguar as suspeitas de que Teerã realizou trabalhos no local com explosivos convencionais que podem ser o gatilho para uma arma nuclear.

Mais de um ano de reuniões, sendo a última em 13 de fevereiro desde ano, não foram suficientes para que as partes envolvidas chegassem ao chamado acordo de “abordagem estruturada” para abordar todas as acusações.

Amano afirmou que “as negociações devem continuar com um senso de urgência” e que “gostaria de relatar progressos verdadeiros na próxima reunião do conselho da AIEA, em junho”. Ele disse nesta segunda-feira ao conselho da AIEA, composto por 35 países, que sem uma maior cooperação do Irã, sua agência “não pode concluir que todos os materiais nucleares iranianos estão empregados em atividades pacíficas”. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.