O Movimento dos Sem-Terra (MST) não reconhece as ações do líder José Rainha Júnior. Oficialmente, o movimento não contabilizou em suas estatísticas as invasões de 14 fazendas pela parceria entre Rainha e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), embora sua bandeira tenha sido usada nas ações. Para dirigentes da organização, Rainha age à revelia. ?A jornada de lutas programada para todo o Brasil começa em março e ele antecipou por conta própria?, disse Valmir Rodrigues Chaves, um dos mais respeitados líderes do MST no Pontal.

Segundo ele, Rainha não tem respaldo do movimento. ?Nas direções regional, estadual e nacional, ele não apita uma vírgula. As lideranças que o seguiram estão afastadas.?

Apesar disso, o MST se mobilizou para libertá-lo quando ele foi preso. Mas o líder foi afastado da Cooperativa dos Assentados do Pontal, sob acusação não comprovada de desvio de dinheiro. A gota d?água teria sido a aliança de Rainha com prefeitos. Rainha não quis falar sobre o que considera ?assunto interno? do MST. O coordenador Wesley Mauch, uma das lideranças ligadas a ele, disse que continua no movimento.