As constantes altas de matérias-primas utilizadas na fabricação de veículos, como aço e plástico, têm pressionado os preços dos veículos no País, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A entidade, que representa as montadoras no País, classificou o aço como o principal fator de pressão, mas há forte pressão também dos plásticos (impulsionados pela alta do petróleo e da nafta), da borracha e metais não-ferrosos.

O preço do aço duplicou nos últimos dois anos, de acordo com a Anfavea. O insumo aumentou 97% de janeiro de 2002 a junho deste ano, segundo a entidade. A forte demanda pelo aço no mercado internacional seria a principal causa da escalada. Segundo a entidade, entre junho e agosto as montadoras foram informadas de novos aumentos, num total de 14%. Já o preço da borracha subiu 60% de janeiro de 2002 a junho de 2004. O preço do plástico aumentou 58% no mesmo período. O de materiais não-ferrosos, 68%.

De acordo com a Anfavea, as montadoras não podem repassar a maior parte dos custos porque o mercado não aceita. Os preços dos veículos (no atacado) subiram 44% de janeiro de 2002 a junho deste ano. No varejo, com os descontos, a entidade alega que os preços dos carros aumentaram 31% no período.