Com quatro medalhas conquistadas em duas etapas da Copa do Mundo de Judô, Priscila Marques e Edinanci Silva desembarcaram nesta terça-feira (06) da Europa.

Nas malas, além das medalhas, as judocas trouxeram confiança e certeza de um trabalho bem feito para brigar por vagas nos Jogos pan-americanos do Rio, já que a seleção será definida em maio.

Priscila, da categoria pesado, trouxe duas pratas conquistadas em Hamburgo e Praga. "Fomos para a Europa com a idéia de fazer o maior número de lutas possível. Foi tudo dando certo. Quando olhei, já estava na final. Infelizmente não deu para trazer o ouro, mas mostramos que estamos preparadas para brigar pela vaga no Pan", analisou.

"Essas medalhas mostram que estamos no caminho certo. Dá mais esperança e autoconfiança porque conseguimos um resultado histórico; até então, nunca havíamos vencido a Supercopa de Hamburgo", completou Priscila.

A meio-pesado Edinanci também não esperava trazer uma medalha de ouro e uma de bronze. "Quando fomos para a Europa, eu tinha a idéia de lutar bem, de conseguir bons resultados, mas não exatamente pensei só no ouro. Em Hamburgo, quando olhei a chave das adversárias, comecei a sonhar mais alto porque vi que poderia ganhar", lembra a judoca, que ficou com "marcas de batalha" no rosto, ralado no tatame.

Apesar das medalhas e do otimismo, Priscila trouxe na bagagem uma pequena preocupação: machucou o joelho na final de Hamburgo. "Foi o joelho esquerdo. Em um golpe, girei em cima do meu próprio corpo e acabei torcendo. Vou passar por uma avaliação minuciosa para ver o que aconteceu. Mas como consegui competir em Praga, não deve ser algo sério", explicou.

Priscila precisa se recuperar logo, já que dia no dia 25 deste mês a equipe brasileira terá um desafio internacional em Vitória (ES), diante da equipe dos Estados Unidos. "Temos de mostrar boa forma nessa corrida para chegar até o Pan", assinalou.

Edinanci concordou: "Não vamos nem comemorar essas medalhas. Já é página virada. Temos de esquecer isso e ir com uma mentalidade diferente para as próximas competições, como se não tivéssemos ganhado nada. A gente só pode comemorar mesmo um pouquinho depois do Pan e, principalmente, depois de Jogos Olímpicos, que é o objetivo final de qualquer atleta.