Experiência será apresentada em
simpósio promovido pelo governo
federal, hoje e amanhã, em Brasília.

O programa “Mãe Curitibana”, desenvolvido na capital paranaense, zerou no ano passado a transmissão da aids de mãe para filho, conhecida como transmissão vertical. Em 1999, esta forma de contágio na cidade era de 9%. Os resultados favoráveis do programa podem transformá-lo em iniciativa modelo para um similar do Ministério da Saúde, de atenção à gestante. A experiência de Curitiba será apresentada em simpósio nacional sobre aids promovido pelo governo federal, hoje e amanhã, em Brasília.

Pelo programa Mãe Curitibana, confirmada a gravidez é realizado o exame de HIV. Se o resultado for positivo, o tratamento começa automaticamente. Além da medicação, a mãe recebe gratuitamente aconselhamentos e orientações sobre a importância do aleitamento materno.

O Ministério da Saúde, junto com a Fundação Getúlio Vargas e com a Fundação Ford, já concedeu prêmio ao “Mãe Curitibana”. Ele também foi destaque em encontro que reuniu 120 organizações não-governamentais da América Latina, realizado recentemente na Venezuela. De 17 a 19 de março, novamente o programa será tema de encontro nacional que reunirá cerca de 600 secretários municipais de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde de Curitiba, Michele Caputo Neto, a existência do Mãe Curitibana já se justificaria só por zerar as transmissões verticais do vírus HIV. Ele destacou ainda como um dos méritos do projeto a criação de um vínculo entre o munícípio e a gestante. Aualmente, o programa atende a 97% das gestantes assistidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto “Mãe Curitibana” registrou outra vitória: é responsável pela redução no nível de mortalidade infantil em Curitiba, que chegou aos números mais baixos da história da cidade. Em 1998, de acordo com o secretário, eram 16,6 por mil nascidos vivos, baixando para 12,4 por mil nascidos vivos no ano passado.