Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto
Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto

Durante encontro com Lula, o governador Roberto Requião expôs alguns problemas enfrentados pelo governo do Estado em função de entraves na área federal.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou nesta terça-feira (7), durante encontro com o governador Roberto Requião, no Palácio do Planalto, em Brasília, a visita da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ao Paraná. Conforme os entendimentos, a ministra vai permanecer no Estado por três dias para fazer uma análise das necessidades de investimentos federais no Paraná e definir as pendências existentes nas parcerias entre governos federal e estadual.

?Vamos acertar com a ministra Dilma uma pauta de projetos comuns e de investimentos no Estado para iniciarmos juntos esta nova etapa de governo?, afirmou Requião, que prevê um desdobramento mais desenvolvimentista da administração do presidente Lula no segundo mandato. Lula também disse ao governador reeleito que ele próprio irá ao Paraná para anunciar os projetos comuns.

Demanda

Requião expôs ao presidente alguns problemas enfrentados pelo governo do Estado em função de entraves na área federal. Lembrou que muitas demandas estaduais foram acertadas em reuniões conjuntas do governador com ministros de Lula e encaminhadas pela ministra Dilma Roussef, mas que alguns acordos administrativos realizados no Palácio do Planalto emperraram na área econômica.

Um exemplo, apontou, foi a proibição imposta aos portos para realização de serviços de dragagem. A proibição existe desde o governo Fernando Henrique Cardoso. Requião sugeriu a Lula que determinasse a revogação de portaria ministerial em vigor que põe na mão de monopólios privados os serviços de dragagem do Porto de Paranaguá e dos demais portos do País, impedindo-os até mesmo de comprar uma draga.

Requião fez uma visita de cortesia ao presidente Lula. Os dois conversaram a sós por quase uma hora. Em seguida, Lula recebeu o deputado federal eleito pelo Paraná Rodrigo Rocha Loures, que acompanhou o governador a Brasília.

União

Lula e Requião conversaram também sobre o PMDB. O presidente disse ao governador que quer o partido junto ao governo. Requião defendeu que o PMDB participe ativamente do governo Lula e avisou que pretende conversar com os outros governadores do partido, numa articulação pelo fortalecimento e representatividade da direção partidária.

Ao deixar o Palácio do Planalto, Requião dirigiu-se ao gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP), no Senado Federal, onde permaneceu por mais uma hora. Requião informou a Sarney que irá procurar os colegas governadores e tratou de outros assuntos relativos ao PMDB.