O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que seu país não aceitará a presença, no Líbano, de tropas de paz enviadas por países com os quais o Estado judeu não mantém relações diplomáticas. A decisão complica os esforços da ONU para formar a tropa de 15 mil homens que deverá ajudar a impor a trégua entre Israel e a guerrilha do Hezbollah. A exigência de Olmert foi feita numa reunião do gabinete de Segurança israelense, disseram fontes que participaram do encontro.

Indonésia, Malásia e Bangladesh – países de maioria muçulmana que não têm laços diplomáticos com Israel – estão entre as poucas nações que ofereceram tropas para a linha de frente da missão. A Europa que, esperava-se, assumiria a liderança da iniciativa, está evitando comprometer soldados.

O porta-voz da chancelaria israelense, Mark Regev, pediu que a comunidade internacional apresente seus soldados rapidamente, dizendo que a demora na formação da força internacional põe a trégua em risco.