Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu “socorro” ao presidente do órgão, Dias Toffoli, ao se sentir ameaçado pela investigação iniciada por auditores da Receita Federal contra si. Em ofício enviado ao companheiro de tribunal, Mendes pediu providências urgentes para apurar as motivações destes auditores que, segundo ele, estariam investigando-o e seus familiares “sem nenhum fato concreto”.

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Nesta sexta-feira (8), a coluna Radar, da revista Veja, revelou que a Receita Federal abriu um procedimento para identificar supostos “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência” de Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar.

Segundo o jornal Folha de São Paulo o tráfico de influências se dá normalmente pelo julgamento de ações advocatícias de escritórios ligados ao contribuinte ou seus parentes, “onde o próprio magistrado ou um de seus pares facilita o julgamento”.

No ofício enviado a Toffoli, ainda segundo a Folha, o ministro Gilmar Mendes diz que os funcionários da Receita fizeram “ilações desprovidas de qualquer substrato fático” não apenas a ele mas “em relação a todo o Poder Judiciário”. Ele diz ainda que nenhum fato concreto é apresentado nos documentos “que foram vazados à imprensa”.

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Gilmar Mendes é o responsável por uma série de decisões polêmicas, que segundo seus opositores beneficiam seus aliados. Olhando para o estado do Paraná, foi ele quem determinou a soltura do ex-governador Beto Richa, preso acusado de corrupção no ano passado, e, inclusive, lhe deu salvo conduto para evitar outras prisões relacionada às primeiras acusações.

Resposta de Toffoli

Em resposta à solicitação de MEndes, o presidente do STF, Dias Toffoli, pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e ao secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que adotem “providências cabíveis” em torno de uma apuração de auditores fiscais da Receita Federal sobre possíveis fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência por parte do ministro Gilmar Mendes, do STF, e familiares.

“Solicito que sejam adotadas as providências cabíveis quanto aos fatos narrados pelo ministro Gilmar Mendes, conforme cópia do ofício em anexo, consistentes na prática de atos ilícitos e respectivos responsáveis, os quais merecem a devida apuração”, escreveu Toffoli, em ofício assinado na última quinta-feira (7).

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