Governo traça plano de contingência para gás natural

O Ministério das Minas e Energia estuda em conjunto com o setor privado e governos estaduais um plano de contingenciamento para uma eventual falta de gás natural. Previsto para ficar pronto em 60 dias, o planejamento prevê medidas a serem adotadas em uma eventual escassez do combustível.

O secretário de Energia Elétrica do ministério, Ronaldo Schuck, descartou hoje, porém, qualquer problema com o abastecimento da Bolívia, principal fornecedor do País, respondendo por cerca de 60% do gás consumido. "O abastecimento da Bolívia está garantido. Mas como a demanda vem crescendo muito e ninguém está livre de um acidente como o de abril, quando houve o rompimento de um duto, estamos preparando um plano de contingenciamento", afirmou.

Desde que a Bolívia anunciou a nacionalização de suas reservas de petróleo e gás natural, teme-se uma interrupção no fornecimento do combustível. Em maio, representantes dos dois países iniciaram negociações sobre o processo de nacionalização e, no dia 29 de junho, a Petrobras e a empresa boliviana YPFB começaram a discutir novo preço para o gás natural. A Bolívia começou pedindo US$ 7 por milhão de BTU (unidade térmica britânica, na sigla em inglês), enquanto a Petrobras falava em aumento zero.

Atualmente, o Brasil paga US$ 3,43 por milhão de BTU para os primeiros 16 milhões de metros cúbicos de gás natural importados da Bolívia e, acima disso, o preço sobe para US$ 4,21. Schuck disse que as negociações estão quase concluídas. Até o dia 15 deste mês está prevista a realização de uma reunião no Rio de Janeiro, com três possibilidades de desfecho: chegar a um preço de consenso, prorrogar as negociações que já completaram 45 dias previsto no contrato ou levar o assunto para avaliação da Corte de Arbitragem em Nova York (EUA).

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