Governo quer agilizar implantação do Universidade para Todos

O governo federal vai esperar as votações do esforço concentrado do Congresso Nacional, que começam no dia 15 de setembro, para definir se editará uma medida provisória para agilizar a implantação do Programa Universidade para Todos (Prouni). O programa cria vagas públicas nas universidades filantrópicas e particulares para alunos de baixa renda. ?Se não for votado dia 15, o presidente da República vai ter que tomar uma decisão a respeito desse assunto?, afirmou o ministro da Educação, Tarso Genro.

De acordo com Tarso, é fundamental garantir que, pelo menos, a ?espinha dorsal? do Prouni não seja modificada: a reserva de 20% das vagas nas filantrópicas e 10% nas particulares. Apesar da tentativa, o relator do projeto de lei, o deputado federal Irineu Colombo (PT-PR) já realizou várias modificações, permitindo, inclusive a concessão de bolsas parciais. ?Nós não renunciamos o percentual forte de vagas gratuitas para estudantes de baixa renda, o resto é negociável, se pode adaptar, se pode conceder?, argumentou o ministro.

Segundo ele, o Ministério da Educação (MEC) está estudando outras formas de viabilizar o Prouni e já fechou acordo com 31 instituições de ensino superior para garantir 20 mil vagas, mas não abre mão do projeto. ?Mas para que nós alcancemos 80 a 100 mil vagas, como nós queremos, é necessária a votação?, insistiu ele.

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