Garcia defende reduzir tensão na crise da América do Sul

O assessor especial de Política Externa do governo brasileiro, Marco Aurélio Garcia, defendeu nesta segunda-feira (03) o esclarecimento das circunstâncias que desataram uma crise diplomática entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela no caso do assassinato do segundo homem das Farc pelas forças colombianas em território equatoriano. Em entrevista concedida hoje à Rádio CBN, Garcia disse que, em primeiro lugar, é preciso reduzir ao máximo a tensão e esclarecer todos os episódios envolvendo a morte de Raúl Reyes, segundo na hierarquia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"O esclarecimento dos episódios contribuirá, entre outras coisas para se chegar a um acordo duradouro, e retomar as iniciativas que vinham sendo conduzidas para lograr um acordo humanitário", declarou o assessor, referindo-se aos esforços para a libertação de reféns das Farc em troca de integrantes do grupo detidos nas prisões colombianas.

Para Marco Aurélio Garcia, o conflito interno colombiano, além de produzir uma situação humanitária difícil, também ameaça desestabilizar a região. "Nós somos muito respeitosos às determinações dos países, dos povos, nós não queremos interferir em situações internas. Agora, o nosso princípio de não interferência não pode significar indiferença por parte do Brasil em relação a tudo isso", comentou.

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