Técnicos de Furnas Centrais Elétricas e da Construtora Norberto Odebrecht, entregaram hoje (30) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) estudos de impactos ambientais referentes à construção das usinas Santo Antônio e Jirau, localizadas, respectivamente, a dez e 110 quilômetros de Porto Velho, no estado de Rondônia.

As duas usinas serão construídas no rio Madeira e terão capacidade de gerar mais de seis mil megawatts, o que representa 8% de toda energia elétrica do Brasil. A expectativa é que a construção comece no segundo semestre de 2006 e dure cerca de dez anos. O custo final da obras está previsto em US$ 17 bilhões.

De acordo com a superintendente de Gestão Ambiental de Furnas, Norma Villela, o estudo foi feito em parceria com algumas entidades do estado de Rondônia. "Foram contratadas empresas com conhecimento da região amazônica e ambiental como a Universidade Federal de Rondônia, Instituto Nacional e Pesquisas da Amazônia, para fazer todo um trabalho de comunicação com essas populações tradicionais", disse. Cerca de 900 famílias que vivem próximo ao rio Madeira serão afetadas. Segundo ela, estão previstos trabalhos sociais com a comunidade ribeirinha atingida capazes de gerar renda no futuro.

Segundo o superintendente de Empreendimentos de Geração de Furnas, Márcio Antônio Porto, a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, além da questão energética, deve ser vista como uma forma de integração regional, desenvolvimento sustentável e respeito ao meio ambiente. "No aspecto energético o Brasil precisa de energia e vai continuar precisando de mais para poder crescer. São empreendimentos que permitem a ampliação das hidrovias na região do rio Madeira. Permite também uma integração da região Norte ao sistema interligado brasileiro, e com a formação de uma rede hidroviária, o que seria possível uma integração transnacional com Brasil, Bolívia e Peru."