Brasília – Os quatro funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) que estão sob investigação após denúncias de irregularidades na renovação de contrato de concessão da área pública onde está localizado o posto Shell, no aeroporto de Brasília, já foram afastados das funções que exerciam à época da operação. Eles continuam, contudo, exercendo outras funções na empresa, informou o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, sem especificar quais são as novas atribuições.

?O nosso regimento interno, o nosso regulamento, é bem claro um funcionário afastado não é afastado para entrar de férias, para ir para casa e ficar recebendo dinheiro sem trabalhar, ele continua trabalhando e respondendo expediente na empresa, fazendo o que a empresa achar que ele tem competência para fazer?, explicou Pereira em entrevista na Câmara dos Deputados.

O afastamento foi uma decisão tomada pelo Conselho de Administração da estatal há dez dias, que atende a recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU). A renovação do contrato é objeto de uma das quatro sindicâncias em andamento na CGU para apurar supostas irregularidades na estatal. O presidente da Infraero pediu rapidez na condução dos processos. ?Eu espero que realmente essas sindicâncias sejam agilizadas e corram rápido, porque tumultua a empresa ter funcionários afastados, é desagradável para a pessoa e para a empresa e cria embaraços de toda ordem?.

Os funcionários afastados são o diretor comercial da Infraero, José Wellington Moura, o superintendente de Planejamento e Gestão, Fernando Brendaglia de Almeida, o advogados Napoleão Guimarães Neto e a assessora da Presidência Márcia Gonçalves Chaves. Um documento divulgado pela Procuradoria Jurídica da estatal afirma que não houve irregularidades na renovação de um contrato firmado com a Shell Brasil.