Parentes de seis das 154 vítimas da queda do Boeing da Gol na Serra do Cachimbo contactaram um escritório de advocacia do Rio com o objetivo de recorrer à Justiça brasileira e, possivelmente também à norte-americana, para receber indenizações por danos materiais e morais.

A indenização por parte da Gol deverá ser conseguida sem grandes dificuldades, na avaliação de especialistas. Já a ação contra a empresa americana ExcelAire, dona do Legacy que se chocou contra o Boeing, depende de provas de que os pilotos do jato erraram, de fato, e que suas falhas provocaram o acidente. Caso seja constatado que algum instrumento do Legacy não funcionou, contribuindo para a colisão, o fabricante também poderá ser acionado.

O advogado Leonardo Amarante, do Rio, já foi contratado pela família (irmão, pais, companheira) do passageiro André Luís Carneiro Fontoura Pereira (que morava em Brasília, mas tinha parentes no Rio). O corpo de Pereira foi identificado no fim de semana e deve ser enterrado hoje na capital federal. Ele estima que, no caso de Pereira, que tinha 31 anos e trabalhava como representante comercial, o valor total a ser pago à sua família ficaria próximo de R$ 2 milhões. Amarante está em contato com familiares de outros cinco passageiros da Bahia e do Rio Grande do Sul.