As exportações de carne suína registram crescimento de 70% em receita entre janeiro e agosto de 2005, para US$ 786,7 milhões, em relação ao mesmo período em 2004. Em volume, os embarques aumentaram 26,6% no mesmo período, somando 417.247 toneladas.

Em agosto foram exportadas 64.512 toneladas, com uma receita cambial de US$ 117,356 milhões. Esse foi um desempenho mensal recorde, segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

O que explica o grande aumento na receita neste ano é a alta de 34% no preço médio da carne suína neste ano (US$ 1.885 por tonelada) em relação a 2004. A tonelada chegou a ser vendida em maio a US$ 1.938, mas em agosto o preço médio foi de US$ 1.819 por tonelada, segundo dados divulgados hoje (14) pela Abipecs. Nos últimos 12 meses as exportações brasileiras de carne suína já somam US$ 1,102 bilhão e os embarques, 599.426 toneladas.

O presidente executivo da Associação, Pedro de Camargo Neto, destaca que o maior mercado da carne suína brasileira continua a ser a Rússia, que importou 266.656 toneladas de janeiro a agosto, quantidade muito acima do total de cotas teoricamente disponíveis para o Brasil. A Rússia compra 64% das exportações de suínos brasileiras.

Para que o produto brasileiro entre no mercado russo, Moscou tem permitido a troca de origens. Camargo Neto destaca, porém, que essa situação é muito desconfortável para os produtores brasileiros, pois o governo russo pode mudar o procedimento a qualquer hora. Ele defende que "o Ministério das Relações Exteriores se mantenha firme, a ponto de vetar a entrada da Rússia na Organização Mundial Comércio (OMC), caso não se atinja um acordo que não represente retrocesso nas exportações brasileiras".