O Exército brasileiro quer retomar o trabalho de conservação de trechos das estradas brasileiras que não interessam à iniciativa privada. Esse tipo de atividade era desenvolvido até a década de 80. "Queremos agora, dentro dessa nova ótica de concessão de estradas, ter alguma coisa semelhante, ou seja, retomar alguns trechos para conservação por parte do Exército", afirmou o diretor de Obras de Cooperação do Exército, general Avena.

Segundo Avena, até a década de 70, toda a conservação de estradas era feita por órgãos públicos e o Exército detinha alguns trechos que eram chamados de rodovias delegadas. A proposta atural é que agora os militares pudessem ficar responsáveis pelo trabalho de conservação de estradas com tráfego de 200 veículos a cinco mil veículos por dia e que não despertam interesse das empresas particulares.

"Logicamente que não ficaríamos com os trechos que interessam à iniciativa privada, que são as rodovias com tráfico superior a cinco mil veículos por dia e compensam à iniciativa privada explorar", explicou. "Mas existem outras estradas importante que estão na faixa de 200 a 5 mil veículos por dia que não interessa às empresas e que nós poderíamos então executar uma manutenção permanente, porque essa é a idéia, que é muito mais barata e eficaz", defendeu Avena.

De acordo com o general, o Exército cuidaria de aproximadamente cinco mil quilômetros de estradas, com 500 quilômetros para cada batalhão. O Departamento de Engenharia do Exército possuiu hoje 11 batalhões, quatro no Nordeste, quatro na Amazônia e três no Centro-Sul do país. "A idéia que nós lançamos é de obras permanentes. Ficaríamos os 365 dias do ano, durante um período de 10 anos e seria permanente", informou Avena.