O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) pretende investir este ano aproximadamente U$ 40 milhões na promoção do Brasil no mercado internacional, com o objetivo de aumentar o número de turistas estrangeiros que visitam o país. No ano passado, a balança comercial do turismo apresentou superávit de US 351 milhões, ou seja, os turistas estrangeiros deixaram no país mais dinheiro do que os brasileiros gastaram nas viagens internacionais.

A informação foi dada pelo presidente da Embratur, Eduardo Sanovic, ao apresentar nesta segunda-feira a empresários e agentes do setor o Plano Aquarela, criado para atrair mais turistas estrangeiros. O plano foi feito a partir de uma pesquisa com mais de seis mil pessoas em 18 países. De acordo com a pesquisa, 75% dos entrevistados que não conhecem o Brasil visitariam o país por causa das belezas naturais, principalmente da Amazônia e do Rio de Janeiro e 52%, por causa da alegria e cordialidade do povo brasileiro.

Segundo o presidente da Embratur, o plano vai permitir que as ações de promoção e comercialização dos produtos brasileiros no exterior sejam elaboradas a partir de dados concretos, científicos e técnicos, de modo a alcançar um desempenho superior ao dos últimos dois anos. "O Plano Aquarela é um instrumento por meio do qual vamos construir não apenas o ingresso de US$ 8 bilhões na balança comercial brasileira em 2007, como cumprir o maior de todos os desafios, que é chegar a 9 milhões de passageiros", disse.

O plano tem como estratégias promover seminários internos e de vendas de pacotes turismo no exterior; promover feiras; captar eventos internacionais; promover caravanas de operadores estrangeiros, divulgar campanhas na mídia e implementar os escritórios internacionais de promoção de turismo, com a parceria da iniciativa privada.

O presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), Luiz Felipe Bonilha, destacou alguns dos problemas, que segundo ele, atrapalham a vinda de mais turistas estrangeiros ao país. Um deles é a burocracia e o valor de US$ 100 para concessão de visto que os Estados Unidos cobram dos americanos que querem visitar o Brasil.

Segundo Bonilha, no mercado europeu o problema é a falta de vôos fretados (charters), mais freqüentes para o Nordeste do que para o Rio de Janeiro. "Embora nós tenhamos muitos vôos regulares, que o nordeste não tem, nós temos problemas de assento. A demanda está crescendo muito" ressaltou.