Foto: Arquivo

Usina Hidrelétrica de Segredo, da Copel: dentro do normal.

O nível de armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas do Sul do Brasil sofreu uma leve queda, que não chega a afetar o abastecimento de energia.

Segundo Informativo Preliminar Diário da Operação, publicado ontem pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a queda na região foi de 74% para 73,7%. A situação é diferente no Nordeste, onde o nível dos reservatórios da região alcançaram nesta semana 27,1% da sua capacidade total, considerada preocupante, e no Sudeste e Centro-Oeste, de 44,73%.

Apesar dessa disparidade, a Companhia de Energia do Paraná (Copel) esclareceu que não existe risco de desabastecimento, pois o sistema elétrico funciona de forma integrada no Brasil. Dessa forma, as regiões que possuem excedente na produção de energia enviam essa produção para compensar o sistema. Por isso, se houver racionamento de energia a situação ocorrerá nacionalmente. Assim como a decisão sobre o assunto não caberá às regiões produtoras, mas sim ao ONS e governo Federal.

Na primeira reunião de coordenação do ano, realizada ontem pela manhã, o governo decidiu emitir sinais de que não há risco de apagão elétrico – como o que ocorreu em 2001 -, contrariando declarações do presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelmann, que nesta semana chegou a dizer que não é impossível ter racionamento este ano para evitar um risco de apagão. A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, que participou da reunião e foi a primeira ministra de Minas e Energia do governo Lula, fez um relato de como funciona o sistema elétrico no Brasil e demonstrou que, em caso de falta de chuva, é possível acionar as termelétricas, reduzindo a probabilidade de apagão.

O governo também decidiu que demonstrará com mais ênfase que está fazendo um esforço para que não falte energia e quer dar garantias de que haverá oferta para suprir a demanda. Em outras palavras, o Palácio do Planalto quer deixar claro que o País tem capacidade para atrair mais investimentos. Ainda não está definido se esse esforço será feito por meio de propagandas ou de conversas com o empresariado.