O crescimento das receitas de serviços, da carteira de crédito e o controle dos custos são alguns dos fatores que colaboraram com o lucro de R$ 616 milhões registrado pelo Banco do Brasil no primeiro trimestre deste ano. O resultado ficou 28,5% superior ao de igual período do ano passado (R$ 479 milhões) e 3,29% menor do que o lucro do quarto trimestre (R$ 637 milhões).

As receitas de serviços da instituição, que incluem as tarifas, totalizaram R$ 1,553 bilhão no trimestre, 27,5% superior a igual período de 2003 e 2,8% maior do que o último trimestre do ano passado.

Já a carteira de crédito da instituição totalizava, ao final de março deste ano, R$ 79,6 bilhões, crescimento de 21,2% na comparação anual e aumento de 2,57% na trimestral.

As despesas administrativas do banco somaram R$ 2,7 bilhões, um pequeno aumento de 0,9% sobre o primeiro trimestre de 2003 mas uma queda de 17,4% em ralação ao último trimestre do ano passado.

“Estamos crescendo, ganhando dinheiro, fazendo nosso papel econômico-social e sobretudo controlando custos”, disse o presidente do BB, Cássio Casseb Lima.

Já a redução do juro básico da economia em mais de dez pontos percentuais, de 26,5% para 16% ao ano, entre março de 2003 e igual mês deste ano, provocaram queda no spread (diferença entre o custo de captação de recursos dos bancos e a taxa cobrada dos clientes) praticado pelo banco. Isso, de certa forma, provocou uma redução nas receitas de intermediação financeira. Essas receitas totalizavam R$ 7,565 bilhões no final de março último, 11,3% inferior ao resultado do mesmo mês de 2003 e 6,9% a dezembro.

O presidente do BB destacou ainda, como fatores que tiveram reflexo no resultado do banco no trimestre, o controle da inadimplência, melhora do risco global da carteira de crédito, captações e manutenção da carteira de títulos e valores mobiliários.