O programa econômico do PT deixará clara a necessidade de manutenção do superávit primário fiscal nos patamares atuais (em torno de 3,5% do Produto Interno Bruto) e defenderá o regime de metas de inflação, o respeito aos contratos e a garantia da estabilidade de preços. A informação é do líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP).  ?Evidentemente que vamos manter esses conceitos, pois são uma base real do que estamos vivendo?, afirmou. ?Não tem como não falar em superávit primário ou do regime de metas inflacionárias; isso seria uma loucura?, acrescentou.

Segundo Cunha, o projeto, que sai no fim deste mês – em conjunto com a proposta de governo – explicará que a manutenção desses pilares da atual política econômica são importantes para o modelo de transição da economia que a legenda proporá à sociedade.  ?O objetivo é que essa transição seja feita da maneira mais tranqüila possível num governo petista?, disse, sublinhando que o documento tornará mais sólida – e de maneira oficial – uma visão realista da sigla sobre a economia do País, algo que economistas como o assessor da sigla Guido Mantega ou o candidato a senador Aloizio Mercadante (PT-SP) vêm há algum tempo tentando tornar inteligível aos agentes financeiros e à sociedade.