A Petrobras promoverá, no próximo dia 22 de setembro, mais um leilão para a comercialização de sobras de gás natural no País. Segundo comunicado divulgado hoje pela empresa, a oferta dessa nova licitação é de 22 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), com contrato de seis meses – a entrega do insumo ocorre de outubro deste ano até março de 2010. O leilão é destinado às distribuidoras estaduais de gás canalizado.

A sobra de 22 milhões de m³/d, que será ofertada na licitação, é proveniente da retração do consumo de gás dos clientes das distribuidoras e também da menor demanda do insumo para a geração termelétrica, “que não será demandado até março de 2010 diante das atuais condições favoráveis dos reservatórios das hidrelétricas”, segundo a Petrobras.

Ao revender o gás não usado pelas térmicas, a Petrobras disse que contribui para a formação de um mercado secundário. “A criação do mercado secundário de gás no Brasil torna-se possível devido aos investimentos realizados pela Petrobras para ampliar a produção nacional de gás e a infraestrutura de transporte”, disse a estatal, em nota. Ontem, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, afirmou que esse mecanismo pode contribuir para reduzir o preço do gás para a geração elétrica.

No leilão, as concessionárias estaduais terão a liberdade de contratar volumes de gás que superam os montantes contratados nos acordos de longo prazo com a própria estatal. “A Petrobras estabeleceu um novo mecanismo de estímulo ao consumo que reduz proporcionalmente o preço do gás natural para volumes adicionais. Ou seja, quanto maior for o consumo pelas distribuidoras, menor o preço pago pela molécula”, explicou a companhia.

Nos últimos meses, a Petrobras já realizou uma série de leilões para comercializar a sobra de gás do País. Porém, nas licitações anteriores a estatal ofertava em torno de 10 milhões de m³/d às distribuidoras e os contratos tinham duração de um mês. A estatal informou que pretende realizar novos leilões com duração dos contratos de seis meses. Uma das vantagens para as distribuidoras é que, nessas licitações, o preço do gás vendido é inferior aos valores vigentes nos acordos de longo prazo.