Brasília – O secretário do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Paulo Furtado, afirma que o volume de recursos do fundo para linhas de financiamento da moradia popular não será afetado pela decisão do colegiado, na última terça-feira (30), de ampliar a faixa de renda atendida pelo crédito.

O conselho aprovou a criação de linha de financiamento habitacional para trabalhadores cotistas do fundo com renda familiar superior a R$ 4,9 mil. Antes, esse valor era o limite de renda para crédito. Segundo Furtado, a recém-criada linha terá R$ 1 bilhão em 2008, enquanto R$ 5,4 bilhões irão para empréstimos de habitação social (valor do imóvel de até R$ 130 mil, dependendo da região do país).

"Não há nenhum prejuízo para a moradia popular", disse à Agência Brasil. Também em entrevista nesta quinta-feira (1º), o integrante da direção nacional do movimento União Nacional por Moradia Popular Donizete de Oliveira criticou a medida.

Com a nova linha, poderão ser financiados imóveis avaliados em até R$ 350 mil e o empréstimo poderá ser de no máximo R$ 245 mil, seguindo mesmas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). A taxa de juros será de 8,66% ao ano mais TR (taxa referencial) e prazo de pagamento de 30 anos. A regra valerá a partir de 2008.

Para Furtado, o principal atrativo para o trabalhador é a taxa de juros menor em comparação com as cobradas pelo SFH, que podem chegar a 12%. "Nem todos os trabalhadores podiam tirar crédito do fundo. Essa decisão resgata de alguma forma essa dívida", ressalvou.