Lula com José Alencar:
viagem busca parcerias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou ontem às 10h para a China, com chegada a Pequim prevista para as 21h30 (horário local) de hoje (22). No dia 25, às 13h, Lula viaja para Xangai, onde permanecerá até quinta-feira (27). Depois, segue para Guadalajara, no México, onde participa da 3.ª Cúpula América Latina e Caribe, União Européia.

Integram a comitiva os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan; do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega; da Fazenda, Antônio Palocci; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues; da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos; do Turismo, Walfrido Mares Guia; e a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.

A agenda do presidente na China inclui participação no seminário “Brasil-China: comércio e investimentos. Perspectivas para o Século XXI”, instalação do Conselho Empresarial Brasil-China e exposição de arte indígena brasileira. Lula, também, fará a abertura da Conferência do Banco Mundial sobre combate à pobreza.

Rigor com a soja brasileira

A China informou a embaixada brasileira em Pequim que não diminuirá as atuais exigências de qualidade para o recebimento de soja do Brasil. “Hoje a posição é tolerância zero”, disse o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que foi informado da intransigência chinesa. Na quarta-feira, o ministério enviou um representante para a China para tentar convencer o parceiro comercial de que as exigências atuais são exageradas.

A China não aceita receber carregamentos de soja que contenham sementes tratadas com fungicida. Segundo Rodrigues, outros países são mais flexíveis e admitem carregamentos de soja em grão com até 0,2% de sementes com fungicida.

Na semana passada, os chineses proibiram quatro empresas de venderem soja brasileira para seu país. A China diz que encontrou sementes com fungicida misturadas aos grãos. Segundo Rodrigues, as análises preliminares demonstram que a contaminação era de 0,06% do carregamento.

A questão, que preocupa o Brasil, será tema das conversas de Rodrigues na China, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A China é atualmente o principal mercado para a soja brasileira. Caso os chineses não mudem de opinião, mesmo depois da visita presidencial, Rodrigues afirmou que o Brasil cumprirá os critérios estabelecidos.