O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em Atlanta, Dennis Lockhart, disse hoje acreditar que a instituição vai elevar seus juros básicos antes do fim do ano.

Segundo Lockhart, que vota nas reuniões do Fed neste ano, a atual trajetória de crescimento econômico dos EUA “é consistente com uma alta (dos juros) relativamente em breve”.

“A economia continua numa trajetória satisfatória e, falando por mim, vejo uma decisão de aumento (de juros) ainda este ano, nas reuniões de outubro ou dezembro, provavelmente como apropriada”, disse Lockhart.

Por outro lado, Lockhart admitiu que a decisão de elevar juros, que estão em níveis próximos de zero desde o fim de 2008, não é fácil e que cresceram os riscos de baixa para a economia, que continua se expandindo de forma moderada.

“Os dados estão fornecendo sinais variados e há mais ambiguidade no momento atual do que há algumas semanas”, comentou Lockhart. Isso, exige “uma monitoração especialmente atenta dos próximos dados” para determinar que rumo seguir, completou o dirigente do Fed de Atlanta. Para ele, os números sobre gastos com consumos são “cruciais” para as futuras decisões do Fed.

Os comentários de Lockhart vieram do texto de um discurso preparado para um evento com jornalistas de negócios, em Nova York.

Ontem, o Fed divulgou a ata da reunião de política monetária de setembro e demonstrou preocupação com a inflação baixa dos EUA. Recentemente, Lockhart tem dito que a decisão do Fed de manter os juros inalterados no mês passado foi apertada, em meio à tentativa de avaliar quanto a turbulência mundial recente afetou a recuperação da economia dos EUA.

A próxima reunião do Fed está marcada para o fim deste mês.

Lockhart também disse que a atual taxa de desemprego, de 5,1%, está próxima de seu nível natural de longo prazo e que, embora os dados de emprego de setembro tenham decepcionado, o mercado de trabalho dos EUA continua saudável. Para ele, a inflação baixa dos EUA se deve a fatores transitórios, o que permitirá que os preços voltem a subir para a meta de inflação do Fed, que é de 2%, mais adiante. Fonte: Dow Jones Newswires.