As taxas projetadas pelos contratos de juros abriram em trajetória de baixa no sistema eletrônico da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Mas, gradualmente, reduziam a queda. O movimento coincidiu com a divulgação de dados benignos nos Estados Unidos, o que sinaliza que a inflação – a preocupação central do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) até o momento – segue controlada. No Brasil, segundo fontes, os bancos, que atuaram com destaque na ponta de venda na sessão anterior, apareciam na ponta de compra hoje, mesmo sem que surgissem estragos acentuados no clima externo por enquanto.

Às 10h09, o juro projetado pelo DI janeiro de 2010 – tradicionalmente o mais negociado – estava em 10,98% ao ano, após ter cedido a 10,92% mais cedo, na esteira do movimento de queda das taxas de ontem (11,02%). O juro projetado pelo DI janeiro de 2009 estava em 10,90% ao ano, de 10,92% no dia anterior, enquanto o do DI janeiro de 2008 cedia a 11,08% ao ano de 11,08%.

O mercado segue colado à direção externa. E os dados não tiraram o sinal positivo das bolsas em Nova York, embora tenham desacelerado as vendas de Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), reduzindo parte da alta do juro projetado. A despeito da inflação benigna, um ponto que merece destaque é o aumento de apenas 0,1% dos gastos com consumo, o que indica uma tendência de consumo enfraquecido no final do segundo trimestre nos EUA, o que pode não ser bom para um país tão dependente do poder do consumidor.

Inflação

No cenário da inflação, no entanto, o índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,1% em junho em relação a maio, depois de alta de 0,5% em maio. O núcleo do índice PCE avançou 0,1% em junho. Analistas esperavam expansão mensal de 0 2% do índice cheio e do núcleo do índice em junho. Os dados de inflação deixam o caminho livre para que o Federal Reserve, eventualmente, migre seu foco para o fator crescimento da economia, combatendo eventuais estragos dos problemas de crédito de alto risco.