A indústria da construção enfrentou, em novembro, queda do nível do nível de atividade, redução no número de empregados, recuo na utilização da capacidade de operação e nível de atividade distante do usual em novembro, aponta a Confederação Nacional da Nacional (CNI).

As conclusões refletem resultados da pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada na tarde desta quarta-feira, 17. A CNI resume a situação do setor dizendo que “o desaquecimento da indústria da construção se amplia”.

O indicador do nível de utilização da capacidade de operação ficou em 66% em novembro, ante 67%, em outubro. O indicador de evolução do nível de atividade marcou 43 pontos no mês passado (42,7 pontos em outubro). O indicador do nível de empregados ficou em 41,5 pontos em novembro, ante 43 pontos no mês anterior.

O indicador de nível de atividade efetivo em relação ao usual ficou em 40,5 pontos, ante 40,2 pontos, em outubro. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Abaixo de 50 pontos revelam desempenho negativo.

O estudo traz também expectativas dos empresários do setor para os próximos seis meses. A estimativa quanto ao nível de atividade chegou a 47,6 pontos em dezembro; ante 47,7 pontos em novembro. O indicador de novos empreendimentos e serviços ficou em 46,7 pontos este mês; ante 46,4 pontos no mês passado.

O índice de compras de insumos e matérias-primas alcançou 46,6 pontos em dezembro, contra 46,2 pontos em novembro. O indicador de expectativa do nível de empresados alcançou 46,9 pontos este mês, ante 46 pontos, em novembro. Ou seja, alguns indicadores melhoraram, mas todos estão abaixo da linha dos 50 pontos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 10 de dezembro. Foram consultadas 572 empresas, das quais 187 são pequenas, 259 são médias e 126 de grande porte.