O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 2,5% em junho ante maio, ajustado sazonalmente. “O resultado sinaliza diminuição da taxa de desemprego na margem, mostrando que o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido”, informou a instituição.

De acordo com a FGV, as classes que mais contribuíram para a queda do ICD em junho foram a dos consumidores com renda familiar entre R$ 2.100,00 e R$ 4.800,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) caiu 5,2%, e com renda familiar superior a R$ 9.600,00, com variação negativa de 2,6%.

Por sua vez, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu 1,3% em junho ante maio, também considerando-se os dados com ajuste sazonal. “Depois de avançar em maio, o indicador retorna à tendência declinante apresentada em abril, resultado que sinaliza desaceleração do ritmo de contratações de mão de obra nos meses seguintes”, analisou a FGV.

Os componentes que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os indicadores que mensuram as expectativas dos empresários em relação às tendências dos negócios e à percepção sobre a situação atual dos negócios. Extraídos da Sondagem da Indústria de Transformação, ambos indicadores tiveram variação negativa de 3,9% e 3,1%, respectivamente.