O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) caiu 5,37% em novembro na margem, o que fez com que o indicador interrompesse a marca de três recordes consecutivo da série histórica iniciada em janeiro de 1998. Em agosto, o IC-Br atingiu 169,87 pontos; em setembro, disparou para 186,75 pontos e, em outubro, chegou a 189,34 pontos. Agora está em 179,18 pontos.

Em janeiro, o indicador estava em 141,76 pontos e, no mês seguinte, subiu para 148,81. Em março, atingiu 160,54 e, em abril, recuou para 157,11. Em maio, voltou a subir para 158,30 e, em junho, ficou praticamente estável (158,28 pontos). Em julho, houve alta para 162,67 pontos.

A queda na margem que se viu em novembro foi puxada pelos três ramos de abertura do indicador: produtos agropecuários, metais e energia. Ao longo de todo o ano passado, o indicador subiu 5,47%.

No trimestre de setembro a novembro deste ano, o índice registra alta de 5,48% e, em 12 meses, de 18,41%. No acumulado do ano, há elevação de 19,90%. Para efeitos de comparação, o BC também divulga em seu documento que o indicador internacional de commodities, o CRB, caiu 5,53% na comparação mensal e segue em alta de 1,56% na trimestral. Em 12 meses, mantém-se no terreno positivo (25,51%), assim como no acumulado do ano (23,78%).

O grupo energia teve queda de 5,54%, na comparação mensal. Esse grupo tem alta de 5,18% nos três meses encerrados em novembro e de 10,45% no acumulado do ano. Em 12 meses, ainda registra baixa de 3,93%. Neste segmento, estão inclusos preços de gás natural, carvão e petróleo.

No caso dos preços de metais – alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel – o recuo em novembro foi de 8,68% na margem, enquanto no trimestre houve uma elevação de 0,08%. Em 12 meses, a alta é de 6,20% e, no acumulado do ano, de 7,54%.

Ainda sobre o mês passado, itens agropecuários, como carne de boi, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco, entre outros, recuaram 4,67% em novembro ante outubro. No trimestre, há uma alta de 6,49%. No acumulado de 12 meses, o grupo tem elevação de 25,30% e, no ano, o indicador está positivo em 24,07%.