A primeira incubadora tecnológica de empreendimentos de engenharia do Brasil será inaugurada amanhã (22), às 19h, pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidade integrante do Sistema Federação das Indústrias. A incubadora, localizada no 10.º pavimento do edifício-sede do IEP, na Rua Emiliano Perneta, 174, se dedicará à criação e à consolidação de empresas da área de serviços inovadores de engenharia.

O presidente do IEP, Gilberto Piva, destaca que a incubadora pioneira concorrerá para o aperfeiçoamento profissional e a alavancagem de uma série de empresas nos diferentes segmentos da engenharia e é um dos destaques do projeto TER+Brasil de geração de emprego e renda através do uso da tecnologia, lançado pela instituição em abril deste ano. A inauguração contará com a presença do presidente do Sistema Fiep e vice-presidente da CNI, José Carlos Gomes Carvalho, e do presidente do IEL, Ubiratan de Lara.

Também o Lactec Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, com o qual o IEP firmou acordo de cooperação, dará seu apoio ao empreendimento através de assessoria técnica em pesquisas e no desenvolvimento dos incubados e disponibilizando o uso de seus laboratórios e equipamentos.

A Incubadora Tecnológica de Empreendimentos de Engenharia terá nove módulos, seis para programas de incubação, destinados a empresas, e três para pré-incubação, para projetos de estudantes e profissionais ainda não estabelecidos. A incubadora terá quatro objetivos básicos: estimular a criação de novas empresas na área de engenharia, estimular o empreendedorismo, atender empresas pertencentes aos associados do IEP e apoiar o desenvolvimento empresarial e tecnológico de um empreendimento de engenharia.

Missão

“O caminho que separa uma boa idéia de um negócio de sucesso é grande, mas pode ser vencido com a formação complementar do empreendedor e uma pequena “mão” no início de suas atividades. Essa é a missão das incubadoras de empresas, entidades públicas e privadas, que estimulam a criação e o desenvolvimento de micros e pequenas empresas de base tecnológica, tradicionais ou de prestação de serviços.”

Essa idéia-síntese é colocada pela coordenadora técnica de projetos do IEL/PR, Cristiane Stainsack, administradora diplomada pela FAE, mestre em Tecnologia pelo Cefet, ex-gerente da Incubadora Tecnológica de Curitiba (Intec/Tecpar), ex-coordenadora da incubadora de projetos do ISAE/FGV e consultora em implantação e gerenciamento de incubadoras tecnológicas. Segundo ela, em geral, as incubadoras de empresas oferecem, por um tempo limitado, estrutura física e logística, orientação e suporte nas áreas técnica e gerencial, tendo um papel importante na geração de estágios, empregos, renda e na criação de perspectivas reais para centenas de profissionais com projetos originais e competência para realizá-los. Dentro de uma incubadora, o empresário pode criar e estruturar sua empresa, ou expandir e qualificar o trabalho que já realiza, através de uma série de apoios.

Existem atualmente no Brasil cerca de 200 incubadoras diversas, 17 delas no Paraná e o setor tem crescido em torno de 30% ao ano, segundo dados da Anprotec – Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas, representada no Paraná pela Reparte – Rede Paranaense de Incubadoras e Parques Tecnológicos. Uma dessas incubadoras é a Intec (Incubadora Tecnológica de Curitiba), primeira do Estado e quinta do Brasil, que já formou 20 empresas, que em 2002 faturaram cerca de R$ 90 milhões e lançaram no mercado mais de 140 novos produtos.

Projeto TER+Brasil

O Projeto TER+Brasil, de geração de emprego através do uso da tecnologia, foi lançado em abril deste ano pelo IEP, fundamentado na equação Tecnologia = Emprego+Renda. Entre as suas propostas imediatas estão a realização de fóruns de novos negócios em engenharia, proposições legislativas e sugestões de políticas governamentais, estruturação de fundos de investimentos, cooperativas de crédito e outras fontes de financiamentos de empreendimentos e serviços de base tecnológica, além da implantação de condomínios e incubadoras tecnológicas. Prevê também o incentivo à capacitação acadêmica, profissional e empresarial orientada para a criação e consolidação de iniciativas geradoras de emprego e renda. O coordenador do projeto é o engenheiro Roberto Gregório da Silva Júnior, segundo vice-presidente do IEP.