Brasília ? O Ministério das Comunicações está discutindo com as operadoras de telefonia celular alternativas para universalizar o serviço. Dois mil municípios ainda não dispõem de cobertura, mas devem ser atendidos até 2009. Porém, não adianta apenas o sinal chegar a todos os lugares, porque as tarifas ainda são caras. O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial dos preços mais elevados, por isso, cerca de 77 milhões de pessoas, em regiões onde o serviço já está disponível, ainda não têm acesso.

Para mudar esta realidade e expandir o serviço, o ministro apóia a redução da carga de impostos para o setor. Um exemplo é o Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações); as operadoras gastam R$ 26,00 por cada novo usuário, R$ 13,00 por ano sobre cada assinante, além de R$ 1 mil na instalação de cada antena.

O número de usuários de celular já está em quase 113 milhões – 90,6 milhões usam o serviço pré-pago e 22 milhões, o pós-pago. Segundo as operadoras, 55% dos usuários do pré-pago gastam apenas R$ 3 por mês, sendo R$ 2,77 consumidos em impostos, variando conforme o ICMS de cada estado. Elas reclamam que não é possível trabalhar com uma margem de lucro tão baixa.

?Nossos técnicos estão disponíveis para uma agenda na construção de uma proposta que seja boa para as empresas e principalmente para os consumidores?, afirmou Hélio Costa. ?Vamos montar um grupo de trabalho com representantes do ministério, Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e operadoras.?