O grupo Habitação, que recuou de 3,31% na primeira quadrissemana de abril para 2,08% na segunda leitura do mês, foi o que mais contribuiu para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), divulgado nesta quinta-feira, 16, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador geral caiu 0,29 ponto porcentual, de 1,22% para 0,93% entre os dois períodos.

Dentre as cinco classes de despesa que registraram decréscimo em suas taxas de variação, a FGV destacou o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (de 17,44% para 10,02%), no grupo Habitação; panificados e biscoitos (de 1,60% para 1,32%), em Alimentação; gasolina (de 1,03% para 0,32%), no grupo Transportes; clínica veterinária (de 1,92% para 1,18%), em Despesas Diversas; e pacotes de telefonia fixa e internet (de 1,08% para 0,64%), no grupo Comunicação.

De forma isolada, os itens com as maiores influências de baixa foram batata inglesa (de -9,12% para -10,61%), automóvel usado (de -0,57% para -0,88%), tarifa de telefone residencial (mesmo com o abrandamento da deflação, de -0,89% para -0,71%), massas preparadas e congeladas (de -0,96% para -2,35%) e cenoura (de -5,82% para -8,45%).

Já os cinco itens com as maiores influências de alta foram tarifa de eletricidade residencial (de 17,44% para 10,02%), condomínio residencial (mesmo diminuindo a taxa de inflação, de 3,77% para 2,23%), refeições em bares e restaurantes (que manteve o ritmo de alta em 0,81%), leite tipo longa vida (de 4,85% para 5,51%) e aluguel residencial (de 0,75% para 0,72%).