A conquista de oito anos sem focos da doença de febre aftosa nos rebanhos do Paraná será defendida por todos os criadores no mês de maio, na primeira campanha de vacinação de 2003. Para motivar a categoria, vão ser realizados seis fóruns regionais Paraná Sem Aftosa – Prioridade do Governo e Renda para o Produtor. Os fóruns acontecem em Ponta Grossa (23/04, manhã), Francisco Beltrão (23/04, tarde), Toledo (24/04, manhã), Paranavaí (24/04, tarde), Londrina (25/04, manhã) e Ivaiporã (25/04, tarde).

Os encontros regionais são promovidos em parceria da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) com a Secretaria estadual da Agricultura, sindicatos rurais, e outras entidades agropecuárias que fazem parte do Fundepec (Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná) e do Conesa (Conselho de Sanidade Agropecuária do Paraná). Além da participação individual dos criadores, vão ser mobilizados no esforço de vacinação todos os prefeitos dos 399 municípios do estado e os presidentes dos 160 Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária.

A meta é que a vacinação atinja 100% dos 9,7 milhões de bovinos e bubalinos do Paraná. O Estado completa no dia 15 de maio oito anos sem ocorrências de febre aftosa. No ano passado, na primeira fase de imunização, foram vacinados o correspondente a 98% do rebanho. O 1,2% restante recebeu a vacina mais tarde, em visitas de fiscalização às propriedades pelas equipes das unidades veterinárias da SEAB.

Neste ano não será mais cobrada a taxa do Fundo de Saúde Animal, de R$ 0,25, recolhida nas últimas quatro campanhas até atingir o valor de R$ 1,00 por animal cadastrado. Graças à contribuição dos criadores, hoje existe um fundo com R$ 9,8 milhões que assegura a indenização dos pecuaristas, em caso de focos da doença que obriguem o sacrifício de animais. Os recursos, depositados numa conta especial do Fundepec, só poderão ser usados exclusivamente para indenização aos criadores.

O Paraná tem hoje mais de 200 mil criadores. Desde maio de 2000 o estado é reconhecido pela (OIE) Organização Internacional de Epizootias como área livre da febre aftosa, com vacinação. Ainda não há previsão sobre quando a vacinação será suspensa. A decisão depende dos programas internacionais de erradicação que procuram garantir que o vírus não seja reintroduzido na área livre, ou, que quando isso ocorra, haja a rápida eliminação do foco, a exemplo do que já aconteceu no Rio Grande do Sul.