Brasília – O supervisor nacional do Imposto de Renda na Receita Federal, Joaquim Adir, estimou que cerca de 7 milhões de pessoas terão o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) suspenso, a partir de janeiro, por terem ficado dois anos sem apresentar a declaração de isento do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A Receita informou que 62 milhões de pessoas que não são obrigadas a fazer o ajuste anual do IRPF apresentaram a Declaração de Isentos neste ano. O prazo venceu na quinta-feira.

Em 2005, a Receita recebeu 61 milhões de declarações e espera para este ano a entrega de 63 milhões de documentos. Segundo Adir, até outubro a base de dados do CPF mostrava que 9 milhões de contribuintes estavam com a situação pendente por terem ficado um ano sem declarar, e ele disse acreditar que pelo menos 2 milhões tenham regularizado a situação em novembro.

Em fevereiro deste ano, a Receita suspendeu os CPFs de outros 7 milhões de pessoas que não apresentavam declaração havia dois anos. As pessoas que não fazem a declaração ficam com a situação pendente no CPF. Quem deixa de fazê-la por dois anos seguidos fica com a validade do CPF suspensa. Com o número do CPF inválido, a pessoa não pode abrir conta no banco nem prestar concurso público, abrir crediário no comércio, alugar ou vender imóveis, receber benefícios da Previdência nem tirar passaporte.