O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou hoje que países da zona do euro (grupo das 16 nações que adotam a moeda única) têm, no curto prazo, que reequilibrar suas contas públicas. No entanto, o diretor destacou que, no longo prazo, o problema dessas ações está relacionado com a geração de um bom nível de investimento.

“Se o crescimento na zona do euro fosse hoje de 3%, como o registrado pelos Estados Unidos, provavelmente a maioria das pessoas que fala do problema da dívida (pública daquelas nações) não falaria mais dele, pois confiaria no alto nível de crescimento dos próximos anos”, afirmou Kahn, que participou hoje do 6º Fórum Globonews, em São Paulo.

O diretor do FMI destacou ainda que é necessário abrir a coordenação das políticas econômicas dos países europeus, pois a estabilidade macroeconômica visa ao bem-estar dos cidadãos. Ele salientou que não é viável a adoção de medidas excessivamente drásticas de ordem fiscal num pequeno horizonte de tempo, pois isso geraria um efeito recessivo muito forte em alguns países da zona do euro. “Claro que há um problema imediato, que é fiscal, mas há uma questão mais importante relativa ao crescimento nos próximos anos”, destacou.