Brasília  – O Ministério da Agricultura anunciou ontem medidas para impedir a entrada da influenza aviária (gripe do frango), no Brasil. Entre elas, está a proibição de importação de aves e subprodutos americanos. Isso porque os Estados Unidos registrou um foco da doença, no último sábado.

No ano passado, o Brasil importouUS$ 1,2 milhão de material genético (aves e ovos), sendo que os Estados Unidos foram responsáveis por 60% desse montante. Segundo o secretário-executivo do ministério, Amauri Dimarzio, a proibição das importações não prejudica o Brasil. “As empresas exportadoras estão localizadas em vários países do mundo. A mesma empresa dos Estados Unidos tem filial na Europa e pode exportar para o Brasil”, afirma Dimarzio.

A partir de agora, todo o material genético, proveniente de frangos, vindo de outros países, só pode entrar pelos aeroportos de Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas). “Noventa por cento desse material já entrava por esses aeroportos”, acrescenta o secretário.

Outra medida é a implantação de detectores de matéria orgânica para o controle de bagagens e passageiros, nos aeroportos. Isso porque o vírus sobrevive por mais tempo dentro de matéria orgânica, como fezes de aves. A previsão é de que até junho esses aparelhos estejam instalados. “Iremos aumentar também de dois para seis o número de veterinários presentes nos aeroportos, por meio de remanejamento”, afirma Dimarzio.