Brasília – Mesmo com o desaquecimento da economia, foram criados 618.577 empregos no país nos últimos doze meses, um crescimento de 2,78%, segundo informação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. Somente no mês de julho, foram criados 37.233 empregos. O saldo acumulado neste ano já chega a 598.140 novos empregos.

De acordo com os estudos, o setor que mais empregou em julho foi a agricultura, com a abertura de 26.974 novas vagas, o melhor desempenho do setor desde 2000. A explicação para o crescimento das ocupações na agricultura deve-se à expansão da safra no centro-sul, inclusive das exportações.

O setor de serviços, por sua vez, gerou 8.230 empregos em julho. O comércio abriu 7.662 postos de trabalho e a construção civil empregou mais 3.504 trabalhadores. Já a indústria de transformação demitiu 9.748 trabalhadores em julho, por causa dos saldos negativos de alguns subsetores. A indústria de borracha, couros e peles, por exemplo, eliminou 6.779 empregos no período. Porém, no ano, a indústria de transformação tem um resultado positivo de 118.272 empregos.

São Paulo foi o estado que mais criou empregos em julho, 17.256 vagas. Minas Gerais foi o segundo, com 5.574 empregos. O Rio Grande do Sul lidera o ranking negativo, com 11.073 demissões.  (Roberto Campanato)