O número de pessoas à procura de trabalho chegou a 132 mil na Região Metropolitana de Curitiba no mês de março. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ipardes, o número representa uma taxa de desemprego de 10%. Em comparação com outras regiões metropolitanas, o índice na Grande Curitiba foi o segundo menor do País, só ficando atrás do Rio de Janeiro (9,01%). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE), que faz o mesmo levantamento, a média nacional ficou em 12,1%. Em situação inferior à do Rio de Janeiro e à de Curitiba ficaram, pela ordem, Belo Horizonte (10,3%), Recife (12,7%), São Paulo (13,9%) e Salvador (16,3%).

Na avaliação do governador Roberto Requião, o índice de desemprego em Curitiba é um reflexo da política neoliberal da administração anterior. “Só nos últimos oito anos, no Paraná, perdemos 59 mil empregos formais, uma verdadeira demolição na nossa estrutura de absorção de mão-de-obra”, apontou.

Ocupadas

Com os resultados de março, o índice de pessoas ocupadas em Curitiba e Região Metropolitana caiu 0,8% em comparação a fevereiro, passando de 1,197 milhão para 1,188 milhão. A População em Idade Ativa (PIA), que corresponde às pessoas de 10 anos ou mais, foi estimada pela PME em 2,231 milhão.

A População em Idade Ativa cresceu 0,2% em relação ao mês anterior ao da pesquisa, enquanto a População Economicamente Ativa apresentou um crescimento de 0,4%. A taxa de atividade – relação entre as pessoas economicamente ativas e as pessoas em idade ativa – passou de 59,1% em fevereiro para 59,2% em março.

Setores

No que se refere aos grupamentos de atividade, o que apresentou maior crescimento no número de pessoas ocupadas foi o de intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados a empresas, com índice de 9,8%.

Em seguida vêm serviços domésticos (4,1%); administração pública, seguro social, educação, saúde e serviços sociais (2,7%), e comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos, e comércio varejista de combustíveis (1,9%).

Já os grupos que tiveram queda no número de pessoas ocupadas foram: construção civil (-13,7%); indústria extrativa e de transformação (-4,3%); outros serviços (-2,1%); e outras atividades (-30%).

A redução da oferta de empregos na construção civil se deve, segundo a diretora do Centro de Estatística do Ipardes, Sachiko Araki Lira, à grande queda na produção imobiliária (-58%) registrada no ano passado em relação a 2001.

Rendimento

Ainda segundo o Ipardes, o rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas subiu. Em fevereiro foi de R$ 843,00, superior em 4,9% a janeiro. O índice foi o segundo maior do País. O melhor ficou com São Paulo (R$ 992,10).

Os trabalhadores do setor privado com registro em carteira tiveram um aumento de 5,3% nos rendimentos médios e os empregados sem registro apresentaram uma redução de 0,9%. Os trabalhadores autônomos tiveram um crescimento de 4,8% nos rendimentos de fevereiro em relação a janeiro.