O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que a crise fiscal em alguns países europeus como Grécia é séria, pode se agravar, mas não se compara com as dificuldades registradas no sistema financeiro dos Estados Unidos e de alguns bancos de outros países no final de 2008, a partir da falência do banco Lehman Brothers.

Na avaliação de Meirelles, os problemas relacionados às contas públicas de alguns países da zona do euro são graves, mas os Estados pertencentes àquela região têm condições de superar as atuais dificuldades ao longo do tempo.

Por outro lado, a quebra do banco Lehman Brothers gerou uma crise sistêmica no setor financeiro na maior economia do mundo, o que requereu programas emergenciais de socorro a várias instituições envolvendo algumas centenas de bilhões de dólares que foram formulados e colocados em prática pelo Federal Reserve e pela Secretaria de Tesouro. Esse pacote de auxílio emergencial, segundo as autoridades norte-americanas, era fundamental para tirar o risco do país entrar em uma depressão econômica.