O tão esperado desenvolvimento dos municípios que sediam as grandes indústrias – principalmente as montadoras de veículos – que se instalaram no Paraná nos últimos anos, ainda parece tímido e vem dividindo a opinião dos moradores. Uma dessas regiões é São José dos Pinhais, que está abrigando duas indústrias automotivas. A estimativa é que as duas empresas absorveram apenas um terço da mão-de-obra do município.

Para o empresário Nilson Rodrigues Betin, a instalação das montadoras teve influência na vinda de outras pequenas empresas para o município. “Eles contrataram mais funcionários de Curitiba, e por aqui ficaram os empregos de pequenas empresas”, disse. O comerciante João Amauri de Moura também defende essa idéia, apesar de ser mais otimista, pois disse registrar um aumento maior no consumo da população. “Houve um desenvolvimento da região, porque elas (montadoras) trouxeram outras empresas que absorveram a mão-de-obra local”, falou.

Mas a gerente Sônia Regina Mendes discorda dessas opiniões, afirmando que a expectativa que se gerou em torno dos empregos e desenvolvimento não se concretizou. “A desculpa foi a falta de pessoal especializado, e por isso acabaram não gerando emprego aqui”, disse. Sônia falou ainda que apesar das críticas feitas às concessionárias que exploram o pedágio nas rodovias, foram essas empresas que mais deram empregos para os pequenos municípios.

Preparação

Como forma de compensar essa falta de oportunidades para os moradores de São José dos Pinhais, o município vem investindo em obras e programas de profissionalização e geração de renda. Quem afirma é o diretor regional da Prefeitura, Rosveld Andriguetto. Segundo ele, só na região de Borda do Campo – a segunda região mais carente do município, que abriga 30 mil dos 240 mil habitantes do município – estão oferecendo cursos de informática, eletricista, manicure, entre outros. “São atividades que não demandam capital e que podem complementar renda às famílias”, finalizou.