Entre 2000 e 2006, a receita do Brasil com a prestação de serviços no exterior, que inclui projetos de engenharia, serviços de telemarketing, de turismo e informática, por exemplo quase dobrou e encerrou o ano passado em US$ 17,9 bilhões. Embora em termos absolutos a maior parte da receita com exportações ainda seja proveniente dos bens que, em 2006, somaram US$ 137,5 bilhões, a exportação de serviços cresce numa velocidade maior que a das vendas externas de produtos. No ano passado, a exportação de serviços aumentou 20,8% ante 2005, enquanto a de produtos cresceu 17%.

No último ano, o País também ganhou posições entre os principais exportadores mundiais de serviços no ranking da Organização Mundial do Comércio (OMC), encabeçado por Estados Unidos e Reino Unido. Em 2005, o Brasil ocupava a 35ª posição. Em 2006, subiu para o 30º lugar, com 0,7% das exportações mundiais de serviços. Também de acordo com a OMC, o Brasil é o 19º país que mais ampliou as exportações de serviços em 2006 na comparação com o ano anterior.

Os números fazem parte da balança comercial de serviços brasileira, elaborada pela Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a partir dos dados do Banco Central (BC), que será divulgada até o fim deste mês. "É a primeira vez que o governo faz uma balança comercial de serviços", afirma o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Edson Lupatini. Ele diz que o objetivo de mapear as exportações de serviços é criar políticas públicas direcionadas para apoiar o setor, como o crédito à exportação.