O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta terça-feira, 27, que o banco de fomento não assumirá sozinho todos os riscos dos projetos de concessões ferroviárias. Ele admitiu que o banco terá um papel importante na liberação de garantias. Destacou que a ideia é buscar um processo de compartilhamento do risco entre todos os envolvidos nessas concessões.

Segundo Coutinho, o Project Finance dessas concessões deve contar com uma espécie de cooperativa de garantias, envolvendo diversos atores públicos e privados. “Esses projetos têm risco de operação e risco de construção, sendo que o período de construção é o mais desafiador. Quando acontece algum evento não previsto durante a construção, é preciso haver um sistema compartilhado para arcar com essa despesa”, disse Coutinho. Ele participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O presidente do BNDES lembrou que além dos riscos geológicos e riscos climáticos que envolvem a construção dessas obras, também é possível que uma ou outra “situação regulatória” impacte o cronograma de obras, em caso que caberia ao próprio poder concedente reequilibrar os parâmetros econômicos da concessão. “O importante é trabalhar para que os projetos sejam concluídos”, disse.