O Banco Central confirmou hoje (13) que anunciará, nos próximos dias, uma linha de crédito para os bancos terem recursos para financiar a exportação. Os dólares para isso, segundo a assessoria de imprensa do órgão, sairão das reservas internacionais do País, que somavam US$ 39,042 bilhões no dia 12 de agosto. O BC ainda não disse o montante da operação mas, segundo os técnicos, será suficiente para diminuir a pressão que a escassez de crédito externo tem provocado sobre o mercado de câmbio.

O presidente do BC, Armínio Fraga, já disse que a oferta de moeda estrangeira às instituições financeiras será feita mediante leilão. As condições para o acesso a essa linha, tais como prazo e taxa de juros, ainda estão sendo estudadas.

O BC não definiu nem mesmo se a oferta de dólares será feita apenas aos bancos nacionais. São eles, como por exemplo, o Banco do Brasil, que vêm sofrendo uma demanda adicional por esse tipo de crédito, tanto das empresas devedoras quanto dos exportadores, que viram o financiamento externo secar nas filiais de bancos estrangeiros que operam no País.

Para suprir a deficiência de crédito para as empresas exportadoras, o governo vem adotando várias providências que, até o momento, ainda não surtiram o efeito esperado.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou de 25% para 35% de sua carteira o desembolso com esse tipo de crédito e o Banco do Brasil está colocando todo o dinheiro que consegue captar no mercado internacional para o financiamento à exportação. Tanto é assim que, ao contrário do esperado, o BB aumentou de US$ 1 bilhão em média, para US$ 1,5 bilhão nos meses de junho e julho suas linhas de crédito para o comércio exterior e não foi suficiente para atender à demanda.

O governo tem como certo que o passo mais importante para normalizar a situação já foi dado. Trata-se do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que será oficialmente aprovado pelo ?board? no início do próximo mês.

Com o acordo, que envolve desembolso de US$ 30 bilhões em 15 meses, e mais os recursos do Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a equipe econômica espera recuperar a confiança dos investidores estrangeiros no País e a retomada gradual das linhas de comércio exterior.