Brasília

  – O Banco do Brasil oferecerá, de março a julho, R$ 1,5 bilhão para compra antecipada de insumos agrícolas, volume 154% superior aos R$ 590 milhões de 2002. “Atendemos a uma reivindicação antiga dos produtores, a liberação de recursos para compra antecipada, no primeiro semestre, quando os preços são mais baixos”, explicou o vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, Ricardo Conceição. Os agricultores também aproveitarão os valores mais baixos dos fretes. “A partir de março, os produtores embarcam a safra e os caminhões voltam vazios dos portos, o que barateia o frete”, disse.

Do total, R$ 900 milhões serão oferecidos aos produtores com a taxa de juros controlada do crédito rural, de 8,75% ao ano. Os outros R$ 600 milhões terão taxa de juros não equalizada que pode oscilar entre 12% e 15% ao ano. Para a próxima safra, poderá haver alguma mudança na taxa de juros do crédito rural, admitiu. Conceição disse que a liberação maior do que em 2002 foi conseguida após acordo com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Para a safra 2002/03 em geral, entre julho de 2002 e março, o Banco do Brasil liberou R$ 11,10 bilhões em recursos, ante R$ 8,558 bilhões em igual período do ano-safra anterior. Para o ano-safra 2002/03, a previsão é de liberação de R$ 15,5 bilhões. Conceição lembrou que daqui para frente será possível ver a concretização da safra recorde, estimada na semana passada pelo ministro da Agricultura em 112 milhões de toneladas.

Para estimular o plantio das culturas de inverno, principalmente o trigo, o Banco do Brasil liberará R$ 450 milhões para a safra 2002/03, 80% acima dos R$ 250 milhões oferecidos em 2002. A proposta do banco é financiar desde o plantio até a colheita das lavouras, explicou Conceição.

Para estimular a estocagem de milho, a nova linha de financiamento, a Linha Especial de Crédito à Comercialização (LEC), o Banco do Brasil ofertará R$ 250 milhões neste ano aos produtores. Conceição lembrou que o governo está preocupado com o abastecimento de milho e a liberação de recursos permitirá que produtores, cooperativas e agroindústrias mantenham estoque de milho durante o ano. “Esse montante supera em mais 150% o total destinado à estocagem em 2002. E se precisar de mais dinheiro, vamos liberar”, ressaltou