Cerca de 200 bancários em greve realizaram na noite desta terça-feira, 24, uma passeata, partindo do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em direção à Praça Roosevelt, no centro da capital. Os manifestantes ocuparam duas faixas das vias, o que causou tráfego lento nos trechos do percurso.

A greve nacional da categoria, que dura seis dias, tem adesão de quase 30 mil trabalhadores da Grande São Paulo, de acordo com a assessoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Ao todo, 612 agências e 17 centros administrativos foram afetados pela paralisação.

Pela manhã, centenas de trabalhadores ocuparam as calçadas da Avenida Paulista para protestar. “Nós tivemos um dia extremamente proveitoso”, comentou a presidente do Sindicato dos Bancários, Juvandia Moreira.

As manifestações ocorreram em frente à superintendência do Banco do Brasil e da matriz do Grupo Safra; além do Bradesco Prime, na esquina da Rua Itapeva, e do Daycoval, ao lado do Parque Trianon. O movimento chegou ainda aos prédios da Caixa, do Citibank e do Itaú no Conjunto Nacional.

Na pauta de reivindicações da categoria está o reajuste salarial de 11,93%, que representa 5 pontos porcentuais de aumento real, e piso de R$ 2.860,21. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) propôs 6,1% de aumento, o que corresponde apenas às perdas da inflação; não havendo, portanto, aumento real no salário.

Além disso, os bancários pedem três salários mais parcela fixa de R$ 5.553,15 como Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Eles também reclamam por melhores condições de trabalho, fim das demissões e plano de cargos e salários, entre outros benefícios.

De acordo com a presidente do sindicato, “não há nenhuma reunião marcada, mas nós estamos dispostos a conversar com os bancos a qualquer momento”.

No ano passado, a paralisação durou nove dias, quando os bancários conquistaram reajuste de 7,5%, com aumento real de 2 pontos porcentuais. A reivindicação inicial também era de 5 pontos porcentuais mais a inflação. No entanto, a presidente do sindicato não acredita que vá ocorrer o mesmo. “Não há motivos para a categoria reduzir a proposta inicial. Trabalhamos em um setor que lucra muito.”