O emprego na indústria paulista interrompeu uma série de cinco meses seguidos de queda e subiu em março, segundo dados divulgados hoje pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na série sem ajuste sazonal, o emprego cresceu 0,31% em relação a fevereiro, o que resultou na criação de 7,5 mil postos de trabalho. Ainda assim, essa variação é a pior para meses de março desde 2006. No resultado com ajuste sazonal, o emprego ainda mantém queda, de 0,20%.

Na comparação com março de 2008, o indicador de emprego apresentou recuo de 5,34% e, no acumulado do primeiro trimestre do ano, queda de 2,73% ante igual período de 2008.

A recuperação do emprego no mês de março está diretamente ligada à safra de cana-de-açúcar e às indústrias de álcool e alimentos. Na alta de 0,31% do emprego em março, sem ajuste, os segmentos ligados à açúcar e álcool respondem por uma alta de 1,11%, enquanto os demais segmentos pesquisados apresentaram queda de 0,80%. Na prática, a criação de 7,5 mil vagas no mês passado significa o saldo resultante da criação de 26.933 postos em indústrias ligadas ao açúcar e álcool e ao fechamento de 19.433 vagas nos demais setores. Segundo a Fiesp, o crescimento de 0,31% do emprego em março é fruto da média entre o avanço do emprego no interior do Estado, de 1,33%, e da queda dos postos de trabalho na Grande São Paulo, de 1,05%. Dos 22 setores que a Fiesp divide a indústria para fazer a pesquisa, 16 demitiram, um apresentou estabilidade e cinco contrataram.