A América Latina Logística (ALL) vai investir R$ 100 milhões, neste ano, nas operações do Brasil e da Argentina. Isso significa um montante 33% maior que os R$ 75 milhões investidos em 2003. Está prevista a aquisição de 35 locomotivas e mil vagões para expandir a capacidade ferroviária em 2005. Também terão continuidade as parcerias com clientes para construção de novos terminais logísticos e vagões, que em 2003 somaram R$ 100 milhões. As 30 locomotivas compradas pela empresa no último ano já estão rodando no eixo Apucarana-Curitiba, principal eixo de escoamento da safra. Com os investimentos, cerca de 500 novos empregos estão sendo abertos na ALL, entre operadores de produção e operários para a fábrica de vagões.

Os números foram divulgados ontem pelo diretor-superintendente da ALL, Bernardo Hees, que anunciou o faturamento recorde de R$ 1,02 bilhão no exercício de 2003, 22% superior ao de 2002. Desde a privatização ferroviária, em 1997, a receita bruta cresceu, em média, 32% ao ano. “Conseguimos ganhar market share mesmo quando as economias do Brasil e da Argentina não estavam tão bem”, disse Hees. A geração de caixa (Ebitda) do grupo aumentou de R$ 207 milhões para R$ 272 milhões, enquanto o lucro operacional (Ebit) passou de R$ 144 milhões para R$ 211 milhões. Aportes de capital de R$ 72 milhões reduziram o endividamento líquido de 2,9% para 2% do Ebitda.

Atuando como operador logístico nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e sul de São Paulo, a ALL movimentou 23 milhões de toneladas em 2003. Para este ano, a estimativa é ampliar o volume em 20%.

Paraná

No Paraná, a ALL gerencia uma malha ferroviária de 2.100 quilômetros, que atende Curitiba, Paranaguá, Antonina, Maringá, Londrina, Apucarana, Irati e Guarapuava. Das 16 milhões de toneladas exportadas pelo Porto de Paranaguá, 7 milhões (42%) foram transportadas pela ALL. Só do complexo soja, foram 6 milhões de toneladas, com previsão de crescer até 25% em 2004.