Após dois leilões do Banco Central em horários inesperados nesta segunda-feira (23) – um de compra no fim da manhã e outro de swap cambial reverso à tarde -, o dólar subiu no mercado à vista até encerrar o dia na cotação máxima, interrompendo quatro quedas seguidas. No mercado interbancário, o dólar comercial terminou valendo R$ 2,036, com ganho de 0,44%. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista também fechou na máxima de R$ 2,036, em alta de 0,49%.

"O valor de swap reverso adquirido na sexta-feira (US$ 600 milhões) e hoje (US$ 400,1 milhões) já estava dentro do esperado mas o mercado se pergunta agora quando virá a terceira atuação do BC, e isso pode ajudar a dar suporte ao dólar durante alguns dias", disse um operador. Na dúvida, afirmou, as tesourarias corrigiram posições, elevando o preço. Além disso, preocupações relacionadas à alta do petróleo também pesaram nesse ajuste. Em Nova York, o petróleo para junho fechou em alta de US$ 1,78, ou 2,78%, a US$ 65,89 por barril.

A inversão para alta das cotações do dólar hoje foi sustentada pelas atuações do BC em horários inesperados, disse um operador, lembrando que o leilão de compra costumava ser feito à tarde e o de swap reverso das 12 às 13 horas. De todo modo, o BC já havia anunciado previamente que não avisaria mais com antecedência os leilões de swap reverso.

No leilão de compra, o BC pagou taxa de corte de R$ 2,024. Na operação de swap reverso, o BC vendeu a oferta integral de 8.550 contratos, num total financeiro de US$ 400,1 milhões. Neste tipo de operação, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros no futuro e, na ocasião, recebe a variação do dólar no período, o que tem o mesmo efeito de uma compra de dólar no mercado futuro.