A dívida interna em títulos do governo federal subiu para R$ 784,94 bilhões em novembro, informou hoje o Ministério da Fazenda. O estoque da dívida apresentou um crescimento de 1,1% em relação a outubro, quando a dívida estava em R$ 776,50 bilhões. Segundo nota do BC e do Tesouro, divulgada hoje, este aumento da dívida reflete a apropriação de juros sobre o estoque e a emissão líquida de títulos ocorrida no mês, esta última no total de R$ 993 milhões.

O dado mais positivo da dívida no mês foi a manutenção do processo de redução da dívida cambial (títulos e contratos de swap atrelados à taxa de câmbio). Pelos dados divulgados, a exposição cambial caiu para 10,35% do total, o que corresponde a R$ 81,21 bilhões. Em outubro, a dívida cambial representava 11 24% do total ou R$ 87,26 bilhões. A exposição de um mês para outro diminuiu em R$ 6,1 bilhões devido ao resgate líquido de R$ 2,5 bilhões em títulos e contratos de swap cambiais e ao efeito da apreciação cambial de 4,4% ocorrido no período.

Outro dado positivo foi a continuidade do aumento da participação de títulos prefixados, melhores para administração da dívida. De outubro para novembro, a participação de títulos prefixados subiu de 17,41% para 18,71% do total da dívida. A participação de títulos atrelados à taxa Selic caiu para 53,82% em novembro, enquanto que a fatia de papéis corrigidos por índices de preços foi reduzida para 15,26%. Em outubro, os títulos atrelados à Selic correspondiam a 54,15% do total e os corrigidos por índices de preços, a 15,29%.