Dívida externa volta a crescer

Brasília – A dívida externa brasileira cresceu US$ 712 milhões em agosto, depois de sucessivas reduções, por causa, principalmente, do desembolso líquido de notes (títulos) de empresas estatais e da operação de troca de bônus da República, em reais, por títulos da dívida em dólares. Com isso, a dívida externa passou de US$ 156,495 bilhões para US$ 157,207 bilhões no final do mês passado.

Os números constam do relatório de Setor Externo, divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Banco Central, e revelam que os compromissos de curto prazo (até 12 meses) aumentaram de US$ 16,410 bilhões, em junho, para US$ 16,761 bilhões, em agosto; todos de responsabilidade dos bancos públicos e privados.

A dívida de médio e longo prazo também cresceu de US$ 140,251 bilhões para US$ 140,446 bilhões no mesmo período, sendo US$ 65,567 bilhões à conta dos setor bancário e US$ 74,792 bilhões do setor público não-financeiro.

Enquanto isso, as reservas internacionais aumentaram US$ 4,659 bilhões no mês de agosto, com o saldo chegando a US$ 71,478 bilhões. Isso resulta, em parte, da troca de títulos soberanos pelo Tesouro Nacional e das operações de recompra de bônus da República. O movimento de alta continuou no mês de setembro –  o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, informou que as reservas chegaram ontem (20) a US$ 73 bilhões, nível mais alto desde abril de 1998, quando estavam em US$ 74 bilhões.

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